Brasil Sorridente: Maringá ganha quarto Centro de Especialidades Odontológicas
O coordenador nacional de Saúde Bucal do Ministério da Saúde, Gilberto Pucca, participou nesta sexta-feira (19), na sede da Associação Maringaense de Odontologia (AMO), do lançamento da pedra fundamental do novo Centro de Especialidades Odontológicas (CEO). A unidade, que será construída com recursos do governo federal, vai atender pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). O centro integra o Programa Brasil Sorridente e será administrado pela AMO como clínica-escola.
A unidade terá 12 consultórios, com capacidade para atender cem pacientes por dia, em especialidades como ortodontia, prótese, periodontia, endodontia, implante, cirurgia, radiologia, disfunção na articulação têmporo-mandibular, odontopediatria, dentística e odontogeriatria, além da atenção a pacientes com necessidades especiais. Outra ênfase do centro será o diagnóstico de câncer bucal. A doença pode ser tratada com sucesso, mas em 65% dos casos é identificada já em fases mais avançadas. A cada ano, cerca de 3 mil pessoas morrem no Brasil por câncer de boca.
Orçado em R$ 800 mil, o CEO começará a ser construído em setembro, com recursos do Fundo Nacional de Saúde (FNS), que já fez o repasse da primeira parcela de R$ 200 mil, para o início das obras. O convênio entre AMO e FNS foi firmado no final do ano passado. Atualmente, a AMO já oferece atendimento odontológico especializado gratuito nas duas clínicas-escola de seu centro de pós-graduação, que conta com 24 consultórios. São atendidos cerca de 500 pacientes por mês.
Tratamento especializado - Além do atendimento nos Centros de Especialidades Odontológicas, é prioridade na política Brasil Sorridente o aumento das Equipes de Saúde Bucal (ESB) integradas à Estratégia Saúde da Família. O Paraná tem hoje 653 ESB. Elas cobrem 3,5 milhões de pessoas (ou 35,9% da população), em 252 municípios (63,2%). Foram investidos pelo Ministério da Saúde até agora R$ 3 milhões na atenção básica em saúde bucal. Outros R$ 2 milhões deverão ser gastos, até o fim do ano.
O Programa Brasil Sorridente tem como meta a construção de 400 centros de referência odontológica em todo o país, até 2006 - para isso, o investimento total será de R$ 1,3 bilhão. No Brasil, apenas dois em cada dez adultos têm gengivas sadias. No caso dos idosos, a situação é mais grave: mais de 90% precisam do tratamento de periodontia. Trinta milhões de brasileiros nunca foram ao dentista. Os dados são do SB Brasil, o mais completo levantamento sobre saúde bucal, concluído em março de 2004 pelo Ministério da Saúde.
Até o lançamento do Brasil Sorridente, em março deste ano, apenas 3,3% dos atendimentos odontológicos feitos pelo SUS correspondiam a tratamentos especializados. A quase totalidade dos procedimentos era de tratamento básico, como extração dentária, restauração, pequenas cirurgias, aplicação de flúor e resina.
Todos os cidadãos têm direito aos serviços oferecidos pelos Centros de Especialidades Odontológicas, mas, para isso, precisam ser atendidos previamente pelas equipes de atenção básica, nos postos de saúde, unidades básicas de saúde ou hospitais.
Os pacientes não marcam consultas diretamente nos centros. As equipes de saúde avaliam a gravidade do procedimento e agendam a consulta, em nome do paciente, no centro de especialidades. As unidades funcionam, assim, como uma continuidade ao trabalho feito pelos profissionais da Estratégia Saúde da Família.
No Paraná, existem 14 CEOs implantados, três apenas no município de Maringá: o CEO Municipal, o do Consórcio de Saúde e o da Universidade Estadual de Maringá. Os recursos investidos nos Centros de Especialidades Odontológicas do estado foram de R$ 7 milhões, em 2005. Vinte e três novas unidades já receberam recursos de implantação.
| fonte:
Agência Saúde; Agosto de 2005. |
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